quinta-feira, 12 de março de 2020

Chamados a vida










«La vita è dono di Dio. È Dio che crea la vita. I genitori generano, la mamma partorisce, dà alla luce, ma la vita viene da Dio ed Egli solo ne è il Signore.»[1]

Todo ser humano recebe de Deus um grande e inviolàvel dom, que è o dom da vida, este Deus nos concedeu gratuitamente apartir do momento em que fomos fecundados no ùltero materno com a colaboração dos nossos genitores.

Então Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra."Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.(Gn 1,26-28)

Portanto a vocação primaira do homem, consiste na vocação à vida, pois como tal foi desejado, criado e amado por Deus sobre todas as criaturas, tanto è que foi convocado para administrar de modo responsàvel os bens da criação. “Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom.” (Gn 1,31)
Quando Deus Criou o homem em sua perfeita humanidade, colocou no seu coração a semente de bondade, que os conduzia a viver em uma plena santidade e plena comunhão com o seu Criador, mas o homem por sua vez, deixando-se conduzir pelo pecado, rompeu essa intima e pura relação filial, a ponto de envergonhar-se do seu tão estimado Pai Criador.

Deu-lhe este preceito: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.” (Gn 2, 16-17)
 A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente. Então os seus olhos abriram-se; e, vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram cinturas para si. E eis que ouviram o barulho (dos passos) do Senhor Deus que passeava no jardim, à hora da brisa da tarde. O homem e sua mulher esconderam-se da face do Senhor Deus, no meio das árvores do jardim. (Gn 3, 6-8)

A atitude de Adão e Eva nos faz entender que o pecado nos faz cegos e por si mesmo nos afasta da graça e da paz, primeiramente nos afasta da paz conosco, com o pròximo e com Deus, porque expõe nossa vergonha, nossa misèria, diante da graça e da infinita misericòrdia do Criador.
Mas Deus não se cansa de nos amar, de nos perdoar e de nos chamar denovo para o seu redil, para os propòsitos que almeja para nossa vida, e insiste em nos abrir novos caminhos, marcados, è claro, pelas consequencias de nossas livres escolhas.

Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar.” Adão pôs à sua mulher o nome de Eva, porque ela era a mãe de todos os viventes. O Senhor Deus fez para Adão e sua mulher umas vestes de peles, e os vestiu. E o Senhor Deus disse: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente.” O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado. E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida.

Depois de corrigir, a atidude do homem com relação ao que Ele havia ordenado primeiro, è o pròprio Deus quem tece as vestes de Adão e de sua mulher Eva, è o Senhor Deus quem lhe dà vestes novas, vida nova, que ao longo do caminho percorrido pelo povo de Deus no Antigo Testamento, obterà pleno cumprimento no Novo Testamento , atravès da Encarnação, batismo, morte e ressurreição de Cristo, que nos darà a vida plena a vida eterna e resgatarà da morte àqueles que primeiramente disseram “não” à plenitude de vida.



[1]  S. Duranti, La fede in Gesù salvatore e il battesimo, Edizioni Porziuncola, Assisi, 1996, p 145.

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