sexta-feira, 27 de março de 2020

Êxodo Coronavírus


O Êxodo Coronavírus




Refletindo sobre as situações  ocorridas ultimamente em escala mundial e que tem como resultado o novo coronavírus Covid-19, cujo denominador comum podemos chamar tambèm de “irresponsabilidade”.

Eu fiquei pensando, em como a “irresponsabilidade” de uma única pessoa, ou um grupo de pessoas, de um bairro, uma rua, uma avenida, uma cidade, tem a capacidade e o poder de afetar o Mundo inteiro. Como pode mudar todo o cenário da vida humana, a ponto de fazê-la “fechar os olhos” para tantas outras situações graves e emergentes que subsistem por anos na indiferença de quem tem o poder de intervenir.

E ao me deparar com todos estes pensamentos, me veio em mente o seguintes textos:

Porquanto os filhos deste mundo são mais

sagazes entre si, na conquista dos seus interesses,
do que os filhos da luz em meio à sua própria geração.(Lc, 16,8)

Ninguém acende uma lâmpada e a cobre
com um vaso ou a põe debaixo da cama;
mas a põe sobre um castiçal,
para iluminar os que entram. (Lc 8, 16)






Nòs possuímos a luz, mas tememos usá-la, porque nos acostumamos em acreditar que o pouco, o pequeno, ou “insignificante”, não faz a diferença, não pode mudar o mundo e continuamos a viver de forma “medíocre” e individualista, pensando que aquela pequena ação positiva que podemos realizar cotidianamente não terá influxo nenhum no contexto em que vivemos, pessoalmente, com um grupo de pessoas, num bairro, numa rua, numa avenida, numa cidade, num País e no Mundo.





E no entanto temos um vìrus, minúsculo que nem sequer podemos ver a olho nù ou com qualquer microscòpio e que nem sabemos ao certo sua origem ( se foi criado pelo homem, ou se foi uma simples fusão microscòpia ) provando para nòs o contrário. Que pequenas coisas, ações, podem sim fazer toda a diferença, e a nìvel mundial.


Pensem nisso! 

sexta-feira, 13 de março de 2020

Converter-se continuamente como um aplicativo







A contìnua conversão é como ser um aplicativo, cujo qual há necessidade continua de atualizações para funcionar de forma melhor, adequada e moderna, correspondendo assim às mais variadas necessidades da humanidade.

Mas após um dado momento, essas atualizações não cabem mais naquela versão do aparelho e se quisermos agiornamentos referentes ao aplicativo, devemos trocar o celular que já temos, para um celular mais potente, capaz de receber essas atualizações, e essas não param (são continuas), pois o aplicativo sempre haverá necessidades de mudanças, para atender as necessidades do então, mundo contemporâneo.

A partir dessas afirmações, podemos fazer uma analogia com a nossa vida espiritual, onde a conversão do “homem velho” para o “homem novo”, não acontece uma única vez e basta, mas é um contínuo converter-se, uma contínua busca de conversão a ponto de essa não caber mais em minhas antigas estruturas o que fará com que eu rompa com elas de uma vez por todas, assumindo assim uma nova roupagem, uma nova estrutura. E é por isso que a verdadeira conversão acontece de dentro para fora, do mundo interior para o mundo exterior.

E assim será sempre a nossa vida, um contínuo transformar-se, um contínuo quebrar, um contínuo romper com estruturas internas e externas, que não estão sendo compatíveis com nosso “Eu ideal”. A busca constante pela conversão significa assumir e viver nossa verdade (caridade), nossa inteira confiança em Deus (esperança), e acreditar (Fé), mesmo diante das adversidades da vida.

Foto Mensagem


quinta-feira, 12 de março de 2020

Chamados a vida










«La vita è dono di Dio. È Dio che crea la vita. I genitori generano, la mamma partorisce, dà alla luce, ma la vita viene da Dio ed Egli solo ne è il Signore.»[1]

Todo ser humano recebe de Deus um grande e inviolàvel dom, que è o dom da vida, este Deus nos concedeu gratuitamente apartir do momento em que fomos fecundados no ùltero materno com a colaboração dos nossos genitores.

Então Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra."Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.(Gn 1,26-28)

Portanto a vocação primaira do homem, consiste na vocação à vida, pois como tal foi desejado, criado e amado por Deus sobre todas as criaturas, tanto è que foi convocado para administrar de modo responsàvel os bens da criação. “Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom.” (Gn 1,31)
Quando Deus Criou o homem em sua perfeita humanidade, colocou no seu coração a semente de bondade, que os conduzia a viver em uma plena santidade e plena comunhão com o seu Criador, mas o homem por sua vez, deixando-se conduzir pelo pecado, rompeu essa intima e pura relação filial, a ponto de envergonhar-se do seu tão estimado Pai Criador.

Deu-lhe este preceito: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.” (Gn 2, 16-17)
 A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente. Então os seus olhos abriram-se; e, vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram cinturas para si. E eis que ouviram o barulho (dos passos) do Senhor Deus que passeava no jardim, à hora da brisa da tarde. O homem e sua mulher esconderam-se da face do Senhor Deus, no meio das árvores do jardim. (Gn 3, 6-8)

A atitude de Adão e Eva nos faz entender que o pecado nos faz cegos e por si mesmo nos afasta da graça e da paz, primeiramente nos afasta da paz conosco, com o pròximo e com Deus, porque expõe nossa vergonha, nossa misèria, diante da graça e da infinita misericòrdia do Criador.
Mas Deus não se cansa de nos amar, de nos perdoar e de nos chamar denovo para o seu redil, para os propòsitos que almeja para nossa vida, e insiste em nos abrir novos caminhos, marcados, è claro, pelas consequencias de nossas livres escolhas.

Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar.” Adão pôs à sua mulher o nome de Eva, porque ela era a mãe de todos os viventes. O Senhor Deus fez para Adão e sua mulher umas vestes de peles, e os vestiu. E o Senhor Deus disse: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente.” O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado. E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida.

Depois de corrigir, a atidude do homem com relação ao que Ele havia ordenado primeiro, è o pròprio Deus quem tece as vestes de Adão e de sua mulher Eva, è o Senhor Deus quem lhe dà vestes novas, vida nova, que ao longo do caminho percorrido pelo povo de Deus no Antigo Testamento, obterà pleno cumprimento no Novo Testamento , atravès da Encarnação, batismo, morte e ressurreição de Cristo, que nos darà a vida plena a vida eterna e resgatarà da morte àqueles que primeiramente disseram “não” à plenitude de vida.



[1]  S. Duranti, La fede in Gesù salvatore e il battesimo, Edizioni Porziuncola, Assisi, 1996, p 145.